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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O mini-sonho acabou

Talvez muitos de vocês não entendam o real motivo desse post. Como eu já disse algumas vezes, só que já participou de um MUN sabe o que é. Mas vamos aos fatos, quero ouvir opniões.
Quando nós participamos desses tipos de evento, o Colégio no qual estudamos banca 50% dos custos de hospedagem, inscrição e transporte. Tudo sempre correu muito bem. O alunos que foram representaram o Magnum da melhor forma possível, e constríram um NOME dentro de BH e fora. Mas agora, eis que surge a notícia da vez: ALUNOS QUE NÃO FIZERAM UM DEVER DE CASA, NÃO SERÃO BANCADOS PELA ESCOLA.
Se fosse um sistema JUSTO e EFICAZ, eu enho certeza de que todo mundo aceitaria numa boa. Mas não é. Há falhas, e falhas que prejudicam os alunos de uma forma incalculável. Vamos às falhas:

1) Nem todo mundo que está no registro da escola com o dever FEITO, fez o dever de fato. Todos que já foram estudantes normais sabem que as técnicar de copiar dever e escapar do visto do professor de tornam mais modernas a cada dia. Então, nem todos que não fazem o dever, são punidos. ISSO É INJUSTO.

2) Não há nenhuma relação entre FAZER DEVER e PODER SIMULAR. Inclusive, muitas vezes são deveres de filosofia, sociologia ou física, que não interferem em NADA no desempenho do aluno na simulação. ISSO TAMBÉM NÃO É JUSTO.

3) Os alunos que realmente tem interesse em desenvolver-se intelectualmente, acrescentando todos os benefícios que uma simulação fornece a formação de um secundarista, são PRIVADOS de fazê-lo. A escola não está cumprindo seu papel de formar cidadão que diz ter. Ela está tentando cumprir um papel de formar alunos perfeitos, o que NUNCA acontecerá. ISSO TAMBÉM NÃO É JUSTO.

Eu me revolto. Me revolto porque vi no rosto de cada um a DECEPÇÃO ao saber que não poderia ir. Me revolto porque senti o que casa um sentiu. Me revolto porque eu queria poder levá-los e aprensentá-los esse mundo. Me revolto porque estou de mão atadas, sem poder fazer absolutamente NADA.

Só queria compartilhar com você da minha indignação.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

considerações sobre o ENEM


Pra variar, eu não sabia de nada. Cheguei na escola (atrasada como sempre) e achei que tudo seria normal. Mas a sala esta um alvoroço. Comemorações e indignações se misturavam naquele momento. O ENEM havia sido cancelado por motivos de segurança. Assim que recebi a notícia, eu achei que tinha sido a melhor notpicia de todos os tempo. Convenhamos, não ter que ficar mais de DOZE HORAS fazendo uma prova tão legal quanto a do ENEM em um final de semana é, a príncipio, algo para se comemorar. Mas depois, quando eu raciocinei um pouco, vi que foi a PIOR noticia que eu poderia ter recebido.
Oras, eu estava a duas semanas em treinamento intensivo pro ENEM. Aula TODOS os dias, de 7 horas da manhã as 6 horas da tarde. Morrendo de tanto calor junto com mais 270 alunos. Não foi fácil. E agora, nós simplesmente perdemos o ritmo e vamos ter que recuperá-lo duas semanas antes da nova data. Não vai ser fácil outra vez.
Além disso, eu ainda acho que está tudo muito mal explicado. Essa "fraude" ainda está entalada na minha garganta, e vai ficar até que uma investigação seja bem feita. De qualquer forma, tenho um final de semana de folga. As provas e aulas já tinham sido suspendidas, então ficaremos bem livres.
Mas eu ainda tenho medo do que isso tudo pode dar. Em nenhum momento, consigo me esquecer de que estamos no Brasil.

Baixe aqui as provas do ENEM 2009
Leia aqui a NOTA OFICIAL sobre o adiamento

terça-feira, 29 de setembro de 2009

não, eu não me conformo.

Pode até ser que as coisas mudem em um futuro próximo, mas eu acordo todo dia com a certeza de que eu não pertenço a contemporaneidade. De fato, sou dependente da tecnologias digitais, mas ainda preciso de relações sociais sólidas. Orkut pra mim não substitui a presença, assim como MSN não substitui o diálogo. As pessoas perdem a preciosidade do CONVÍVIO FÍSICO pra se render apenas as redes sociais.
Minha mãe diz que eu sou uma idosa. Na verdade, ela é quem é jovem demais. Diz que eu não sei aproveitar a minha idade, que eu só visto roupas de velha e me interesso por assunto de gente grande. Realmente, minhas roupas podem não ser tão coloridas ou tão decotadas como as da maioria das "meninas" da minha idade. Mas com certeza, meus valores são coerentes com a minha realidade.
Sou da época em que crianças jogavam futebol na rua e subiam em árvores. Minha irmã de 10 anos não sabe o que é uma guerra de travesseiros ou Tom & Jerry ou maria-mole. Isso me deixa triste, sempre valorizei a espontaniedade de uma criança. Fui criança, fui bicho do mato, joguei bola na rua, machuquei o dedão no asfalto, quebrei o braço, cortei meu próprio cabelo ... Minha irmã tem orkut, MSN, canta músicas em inglês, conversa com americanos, gosta de hambúrguer, sabe o que é sexo e me pergunta sobre. Queria fazer dela uma criança.
Não, eu não me conformo. Não vou deixar que as pessoas deixem de se dar as mãos para conversar na webcam. Não vou deixar que deixem de sentar no meio fio para dar RT no Twitter. Não vou deixar que os seres humanos se petrifiquem de fronte a uma máquina...

domingo, 27 de setembro de 2009

Onu Jr. , aqui vou eu !

Eu sei, eu disse que a SiNUS seria a última viagem. Não foi. Depois, disse que o SiEM seria a última viagem. Não foi também. Por mais que todos digam que esse ano meu foco deveria ser vestibular, eu não consigo. Não dá pra imaginar meu amigos viajando sem mim.
Será minha quinta viagem simulando (Brasília duas vezes, Rio ano passado e São Paulo esse ano), e só quem já participou sabe o quanto é possível tirar proveito de um evento como esses. Mas é em vão, ninguém entende o que a gente faz "neses lugares". Minha mãe fica feliz, por que acha que é lugar de nerd e que eu estou a salvo. Meu pai também. E o resto, eu não ligo, só eu sei o que eu faço em um "lugar como esse".
E o pior é que eu sei que eu estou só começando. Alguns dizem que é vício, e eu digo que é o melhor de todos os vícios. Mas uma vez, vencida pela tentação. Não dá pra largar meus queridos delegados na mão. Rio de Janeiro, aí vou eu.


ONU Jr., de 29 de Outubro a 2 de Novembro em Niterói - RJ.
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sábado, 19 de setembro de 2009

à ela.

Não existe distância Anne. Quem a cria somos nós, fisicamente. Porque a distância entre dois corações é sempre a mesma: NULA. Nossos corações estarão sempre lado a lado, pois a batida do seu complementa a do meu, não se preocupe.
Sempre que ouvir o seu coração batendo, lembre-se de que o meu bate no mesmo compasso. Isso significa que quando você estiver feliz, assim eu estarei por você. E dessa forma se dá qualquer outro sentimento que seu coração sentir.
Para a amizade, a presença nem sempre é vital. A conciência de que o outro existe, é tão gratificante quanto estar ao seu lado. É claro que eu preciso dos seus abraços com uma certa regularidade. Mas sabe amiga, estamos programando nosso futuro, fazendo o que quer que seja necessário para garantir a felicidade. Eu sei, tanto quanto você que essa decisão foi melhor. Eu te apoio nessa e em qualquer outra, como fiz ao longo destes nosso três anos de amizade. E se será melhor pra você, qualquer saudade se justifica.
Lembre-se também de que o amor é imperecível e não depende da proximidade entre dois corpos.

Aonde quer que você vá, eu estarei contigo. Porque cumplicidade, é isso.
Eu amo você

P.s. : escrito para Anne Caroline.