segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

tempo

E algumas vezes você só precisa dormir pra essa dor passar.
E passa, enquanto você dorme e tem apenas bons sonhos saudosistas. E volta, quando você descobre mais uma vez que essa dor do tempo insiste em ficar alojada no peito.
E não mais somente o peito dói. Parece mesmo que há um grande buraco, vazio, em algum lugar que você não consegue identificar. E o tempo não tampou. O tempo nem sequer se preocupou em deixar as lembranças se dissolverem, nem apagar a gama de palavras falsas que permeiam todos os sentimentos.
O tempo é o grande vilão, que permite que a dor seja cultivada, que aumente a cada dia. O tempo me faz ter medo do futuro, me faz conhecer cada vez menos de mim mesma.
Dói. Muito. Fere, machuca, arde. Invade, inunda, domina. Esse tempo que vai e não volta. Essa dor que chega e não vai embora. Esse amor que começa, mas não termina...